Dragon Ball: entendendo as linhas espaço-temporais

       Um assunto que rende muita discussão entre os fãs de Dragon Ball é a viagem no tempo e as realidades alternativas introduzidas a partir da saga dos androides, com o aparecimento de Trunks. A confusão ficou ainda maior com a saga de Zamasu em Dragon Ball Super, mas, diferentemente da cronologia cinematográfica dos X-Men, a coisa aqui é perfeitamente entendível.






       Para entender toda a questão das viagens espaço-temporais em Dragon Ball é preciso entender outras coisas antes e assumir algumas premissas, de modo que organizei o conteúdo deste post nas seguintes seções: "realidade alternativa, linha espaço-temporal e universo paralelo", "como se originam as realidades alternativas espaço-temporais de Dragon Ball", "todas as realidades alternativas espaço-temporais de Dragon Ball" e "considerações finais". Boa leitura.


Realidade alternativa, linha espaço-temporal e universo paralelo

       Antes de qualquer outra coisa, faz-se necessário diferenciar esses três conceitos, os quais são importantíssimos para desfazer toda a confusão acerca do assunto e que frequentemente são erroneamente utilizados como sinônimos absolutos. Como assim, sinônimos absolutos?
       O que quero dizer com tal termo é que existem palavras que em todos os contextos atuarão com sinônimas, mas estas são, ao menos na língua portuguesa, uma minoria, sendo mais comum haver palavras que atuam como sinônimas apenas em determinado contexto - como é o caso de "realidade alternativa" e "linha espaço-temporal" e "realidade alternativa" e "universo paralelo".
       Basicamente, toda linha espaço-temporal é uma realidade alternativa, mas nem toda realidade alternativa é uma linha espaço-temporal, visto que também pode ser um universo paralelo ou apenas um contexto sócio-econômico distinto. Uma mulher desemprega, casada com um sujeito que vive de bicos e mãe de 10 crianças pequenas vive uma realidade completamente diferente de uma médica casada com um desembargador e mãe de pet, esse tipo de coisa também pode receber a denominação "realidade alternativa".
       É verdade que não é muito comum vermos tal denominação ser utilizada de maneira explícita para esses diferentes contextos sócio-econômicos, todavia, frequentemente vemos tal conceito ser trabalhado em produções cinematográficas, tais como: "De repente trinta", "Sexta-feira muito louca" e "Se eu fosse você". No caso, a coisa toda costuma ser apresentada mediante um troca de consciência entre dois indivíduos ("Sexta-feira muito louca" e "Se eu fosse você") ou entre o mesmo indivíduo com ele mesmo mais ou menos amadurecido ("De repente trinta") [1] [2].




       Mas enfim, voltando para a ideia de realidade alternativa que realmente importa aqui, em termos bem básicos, uma realidade alternativa consistiria numa realidade quase idêntica a outra, não fosse por uma ou outra coisa numa perspectiva micro ou macro. Como exemplo do primeiro caso, teríamos duas realidades onde a principal diferença seria a (in)existência de uma determinada pessoa, claro, o fato de ela existir ou não leva a outras diferenças, mas todas são derivadas da (in)existência de tal ser. Agora, um exemplo do segundo caso seria o que é mostrado no livro "O homem do castelo alto", o qual descreve uma realidade alternativa na qual a Segunda Guerra Mundial foi vencida pela Alemanha Nacional-Socialista.
       Assim, uma realidade alternativa pode acontecer sob pelo menos três maneiras: 1) ilusão provocada por um ou mais seres a outro(s) adormecido(s) (coisa que o Starro já fez com o Superman) ou não (coisa que a Feiticeira Escarlate vive fazendo); 2) linha espaço-temporal; ou 3) universo paralelo. Estas duas últimas maneiras é que nos interessam aqui.
       No que diz respeito à maneira número dois, toda linha espaço-temporal - convencionalmente chamada de linha do tempo - é obrigatoriamente uma realidade alternativa, pois sempre uma nasce a partir da modificação de outra. Sempre. E elas serão idênticas cronologicamente até o ponto em que ocorre a diferenciação. Há uma importante observação a se fazer aqui: dependendo da obra, linhas temporais podem coexistir ou uma linha temporal originada de outra pode vir a substituir sua "matriz", que desaparece gradualmente.
       Quanto à maneira número três, nem todo universo paralelo é uma realidade alternativa, ao menos na ficção, pois há um hipótese bem séria no meio científico de que o universo seja infinito e espelhado, o que, na prática, significa que teríamos um multiverso com universos cópias não necessariamente idênticos. Uma maneira quase perfeita de exemplificar esse conceito de universos paralelos como realidades alternativas se dá através do filme "O único" e da série de livros infanto-juvenis "Os Mundos de Crestomanci" (Diana Wynne Jones).


Crestomanci


       Por fim, há um conceito que mistura o de linha espaço-temporal ao de universo paralelo, que é o de "realidades hipotéticas" ou "realidade 'e se tal coisa (não) tivesse acontecido'". Dentro desse conceito, não há a necessidade de uma viagem espaço-temporal para alterar a realidade, esta, sabe-se lá como, simplesmente desdobrando-se em outras realidades a partir de um determinado evento chave. O maior e melhor exemplo desse conceito é o das estórias "e se..." da Marvel Comics.
       Dito tudo isto, cabe deixar claro que a franquia Dragon Ball apresenta tanto o conceito de linhas espaço-temporais quanto o de universos paralelos, que não devem ser confundidos. A esse conjunto de realidades espaço-temporais e paralelo-universais muito provavelmente se dá o nome de Zenoverso ou Xenoverso [3]. Agora, vamos para as realidades alternativas espaço-temporais dentro da franquia Dragon Ball.



Como se originam as realidades alternativas espaço-temporais de Dragon Ball

       Basicamente, as realidades alternativas espaço-temporais de Dragon Ball não se originam por meio de desdobramentos naturais tal como nos "universos hipotéticos", surgindo apenas se um ou mais seres realizarem uma viagem espaço-temporal. Todavia, não é toda viagem espaço-temporal que resultará numa nova linha do tempo e eu tenho uma explicação para isso.
       Uma nova linha espaço-temporal somente surge se e somente se um ou mais seres realizarem uma viagem para o que eu chamo de "ponto compartilhado". O que seria isso?
       Como foi dito anteriormente, linhas espaço-temporais são idênticas até o ponto em que ocorre a sua diferenciação, portanto, todos os momentos situados antes do "ponto de ruptura" são "pontos compartilhados". Tomando Dragon Ball Z como exemplo, o "ponto de ruptura" entre a "linha espaço-temporal 3" e a "linha espaço-temporal 1" (do Trunks) é o momento em que o Cell imperfeito chega a ela, de modo que qualquer coisa ocorrida antes disso é "ponto compartilhado". Deste modo, quando Trunks chega do futuro, não cria uma nova linha do tempo simplesmente porque aquele passado já não era o passado da sua própria linha do tempo. Ora, mas então por qual motivo o Trunks é acusado de ser um criminoso temporal por ter gerado novas linhas do tempo?


Mangá especial de Dragon Ball, no qual é mostrada parte da história da linha-espaço temporal 1,
onde os androides 17 e 18 matam os guerreiros Z ao mesmo tempo em que Bulma, o bebê Trunks e Gohan estão atrás das esferas do dragão, já reunidas pela Gangue Pilaf. 


       Porque ele realmente fez isso, todavia, ele não modificou a "linha espaço-temporal 3", mas sim a sua própria linha espaço-temporal. Como assim? O Cell imperfeito só viajou no tempo porque o Trunks matou os androides 17 e 18, logo, o filho de Bulma já havia feito a viagem, de modo que uma linha temporal já havia sido criada antes, a não mencionada "linha espaço-temporal 2". Com isso, a viagem de Cell para o passado da "linha espaço-temporal 1" gera a "linha espaço-temporal 3", fazendo com que o Trunks que viajou no tempo fosse duplicado, um indo para a "linha do tempo 2" e outro para a "linha do tempo 3".
      Isso, porém, gera um problema: se eles foram duplicados, mas a "linha do tempo 1" não, de modo que os dois deveriam ter se encontrado ao retornar a ela vindos da primeira viagem no tempo. A não ser que se admita uma espécie de "Trunks de Schrödinger", o qual estaria existindo simultaneamente nas duas linhas do tempo alternativas, mas continuaria sendo um só. Isso sendo válido apenas para a primeira viagem no tempo dele, na qual mata Freeza e faz o alerta a Goku.
       Não vale totalmente para a segunda viagem que ele fez porque o Trunks que foi para a "linha do tempo 2" ficou menos tempo nela se comparado ao tempo em que a sua duplicada permaneceu na "linha do tempo 3", visto que este último ainda teve que passar pelos acontecimentos envolvendo o Cell imperfeito e o torneio organizado pelo Cell perfeito.
       Deste modo, temos a situação em que o primeiro Trunks retorna da "linha do tempo 2" para a "linha do tempo 1" e mata os androides 17 e 18, posteriormente sendo morto pelo Cell imperfeito. Com isso, quando a sua duplicada deixa a "linha do tempo 3", acaba não indo para a "linha do tempo 1", mas sim gerando uma nova linha espaço-temporal, similar a ela, a "linha do tempo 4".


Armário dos kaioshin.


       E é a essas quatro linhas do tempo que se referem os quatro anéis verdes mostrados por Gowasu a Zamasu em Dragon Ball Super, o, então, quinto anel, cinza, se referindo à própria linha espaço-temporal deles - o que não necessariamente significa que ela fosse a linha espaço-temporal de número 5.
       Finalmente, ao término da Saga de Zamasu/Goku de preto, ficamos sabendo da existência de pelo menos outras duas linhas do tempo: a "linha do tempo 6" teria surgido quando, na "linha do tempo 3", Bills destruiu o Zamasu após ele tentar matar Gowasu; quanto à "linha do tempo 7", ela surge quando Trunks e Mai viajam para o futuro da "linha do tempo 4", para algum momento anterior ao Zamasu colocar em prática o seu plano.



Toda as realidades alternativas espaço-temporais de Dragon Ball




       Dito tudo isso e tendo previamente feito uma introdução às linhas espaço-temporais de Dragon Ball, vejamos agora um resumo de todas essas oito linhas do tempo. Sim, você não leu errado. Apesar de, na seção anterior, eu ter falado em sete linhas do tempo, a verdade é que existem oito linhas espaço-temporais em Dragon Ball, a saber:



Linha Espaço-Temporal Zero

       A existência desta linha espaço-temporal foi revelada apenas pelo mangá de Dragon Ball Super, quando é dito que um homem oriundo de um universo muito avançado tecnologicamente teria viajado para o passado, gerando, assim, a primeira linha do tempo alternativa. Portanto, a linha espaço-temporal zero é a mesma da qual tal homem é oriundo.


Linha Espaço-Temporal 01

       Esta linha espaço-temporal surgiu quando um homem da "linha espaço-temporal zero" viajou para o passado e ela é a linha do tempo na qual Goku matou o Freeza ciborgue e seu pai, Rei Cold, morrendo do coração anos depois, no mesmo ano em que os androides 17 e 18 aparecem para matá-lo e, não o encontrando, matam todos os guerreiros Z, sobrevivendo apenas o infante Gohan, a Bulma, o bebê Trunks e Yajirobe, além dos integrantes da gangue Pilaf, transformados em bebês.






Linha Espaço-Temporal 02


       Esta linha espaço-temporal nasceu quando o Trunks da "linha espaço-temporal um" viajou para o ano em que Freeza e Rei Cold chegaram à Terra em busca de vingança. Nessa linha, que não foi mostrada no anime nem no mangá, pressupõe-se que Trunks matou Freeza e seu pai, alertou Goku, deu-lhe o remédio e voltou para a sua linha espaço-temporal, retornando três anos mais tarde (e, nesse caso, não criou uma nova linha do tempo, pois não viajou para nenhum "ponto compartilhado", já que, depois da sua primeira visita, esta linha se tornou outra, completamente diferente) para ajudar na luta contra os androides 17 e 18, os quais teriam sido destruídos por meio do "controle de interrupção" encontrado no laboratório do Dr. Gero - o qual foi destruído pelos guerreiros Z.
       Após tudo isso, o "Trunks-A da linha do tempo um" retornou para a sua linha espaço-temporal de nascença, na qual deu os projetos de construção do "controle de interrupção" dos androides para a sua mãe construir tal aparato e, por meio dele, destruiu os androides 17 e 18. Cerca de um ano depois, quando estava prestes a fazer uma nova viagem no tempo (não se sabe se para antes de Freeza chegar à Terra ou se para a LET-2), o Cell imperfeito apareceu, o matou e roubou a nave do tempo. 


Linha Espaço-Temporal 03

       Esta linha espaço-temporal foi criada quando o Cell imperfeito da LET-1 viajou, após matar o Trunks e roubar a nave do tempo, para 01 (um) ano antes da chegada do Freeza e seu pai à Terra. Basicamente, esta é a linha do tempo cujos acontecimentos vimos serem exibidos no anime Dragon Ball Z.
       Diferentemente da LET-2, nesta linha espaço-temporal, apareceram outros androides além do 17 e da 18 e estes não foram destruídos por meio do "controle de interrupção", mas sim absorvidos pelo Cell, que necessitava deles para atingir o seu estado perfeito e, após isso, organiza os Jogos de Cell.
       Depois desses acontecimentos, também ocorreu a Saga do majin Boo e os eventos de Dragon Ball Super até parte da saga de Zamasu.


Linha Espaço-Temporal 04

       Após o que foi exibido na Saga dos Androides e na Saga de Cell e sabendo que o Cell imperfeito matara sua outra versão (mas acreditando que, na verdade, foi morto pelo monstro, como se o futuro já estivesse escrito), o "Trunks-B da linha do tempo um" decide viajar para algum momento diferente do futuro da LET-1 e, com isso, acaba originando esta linha espaço-temporal.




       Nesta linha do tempo, Trunks derrota e mata os androides 17 e 18 e, após um ano, aparentemente, prestes a fazer uma nova viagem no tempo, é abordado pelo Cell imperfeito, que tentava pegá-lo de surpresa, e o mata em combate.
       Depois disso, anos mais tarde, o mago Babidi e seu assecla, o majin Dabura, fazem uma nova visita à Terra a fim de encontrarem seres poderosos o suficiente para despertar o majin Boo e, nisso, acabam confrontando o kaioshin Shin e o seu aprendiz, Trunks. O primeiro foi morto em batalha por Dabura, que também destruiu a espada Z com sua saliva petrificante, sendo derrotado e morto por Trunks.
       Finalmente, não muito depois desses acontecimentos, o "Zamasu imortal" e o "Zamasu com o corpo do Goku" passam a executar o seu plano "Zero Humanos" na Terra, erradicando quase todas as formas de vida do planeta, restando, entre outros, apenas alguns humanos liderados e defendidos por Trunks e Mai.


Linha Espaço-Temporal 05

       Esta linha espaço-temporal surgiu quando, após matar Gowasu, o Zamasu do futuro próximo da LET-3 (depois de Goku lutar contra ele e o vencer) viajou para o passado (mais especificamente para antes de Bills ir atrás do Deus Super Saiyajin), reunindo as super esferas do dragão e pedindo para trocar de corpo com Goku, em seguida se teletransportando para a Terra e matando o saiyajin que estava no corpo de kaioshin, Chi Chi, Goten e, presumivelmente, toda a vida na Terra e nos universos da LET-5 (embora não tenhamos certeza disso) antes de seguir para o futuro da LET-4.


Linha Espaço-Temporal 06

       Esta linha espaço-temporal não surgiu quando o Trunks da LET-4 viajou para a LET-03 atrás de ajuda, pois ele não viajou para nenhum "ponto compartilhado" de tal linha do tempo com a sua própria. Há dua possibilidades sobre quem criou essa linha espaço-temporal: na primeira, tal como explicado por Whis, teria sido o hakaishin Bills ao impedir que o Gowasu fosse morto por seu discípulo Zamasu, apagando o aprendiz de kaioshin logo em seguida; na segunda, teria sido o próprio Zamasu, usando o corpo do Goku, ao usar o anel do tempo para ir ao passado da LET-03, confrontando Goku antes deste vir a enfrentá-lo no Planeta Supremo do universo 10.
       Então, podemos dizer que o Zamasu matou o Gowasu na LET-3 e que os acontecimentos vistos em Dragon Ball Super, se passam na LET-6 a partir do momento em que tal evento é alterado ou, como eu acredito, a partir do momento em que o "Goku de preto" enfrenta o Goku no passado.


Linha Espaço-Temporal 07

       Esta linha espaço-temporal não foi mostrada no anime como tendo um anel representando-a quando Gowasu dirige-se para guardar a caixa com 06 (seis) anéis simplesmente porque tal cena aconteceu antes da criação desta linha do tempo. Como tal criação se deu?
       A partir da solução dada pelo Whis para o novo destino do Trunks e da Mai oriundos do futuro da LET-4, que havia sido apagada pelo seu respectivo Zen'Oh. Assim, tal linha espaço-temporal surge da viagem para o futuro da LET-4, para um momento situado antes do Zamasu matar o Gowasu.
       Uma peculiaridade desta linha espaço-temporal é que nela existem duas versões do Trunks e da Mai.



Considerações finais

       Enfim, uma vez que tudo foi explicado e as linhas espaço-temporais do Zenoverso foram todas apresentadas, cabem, ainda, três considerações, sendo que a primeira delas diz respeito ao pai do Goku, Bardock. Se considerarmos a história dele, mostrada em dois especiais, como canônica (não tenho certeza se é), então é natural que muitos se perguntem quanto ao fato de ele ter ido parar no passado, quando o planeta que viria a ser renomeado como Vegeta abrigada uma civilização primitiva de tsufurujins, e se isso não teria gerado uma nova linha do tempo.
       A resposta é não, pois, no caso do Bardock, temos um tipo diferente de viagem espaço-temporal, o qual é frequentemente utilizado na cultura pop, como em "De volta para o futuro", e o caso ainda compreende um loop espaço-temporal, pois, se ele não tivesse sido transportado para o passado com o colapso do planeta Vegeta, a lenda do super saiyajin não teria surgido e Freeza, muitos anos depois, não teria temido a raça saiyajin e procurado exterminá-la.
       Quanto às outras duas considerações, elas dizem respeito ao primeiro ser a viajar no espaço-tempo e ao Zamasu. No que diz respeito ao primeiro viajante do tempo, muitas questões ficam no ar, como o que o motivou a fazer tal viagem, quem era ele, de qual universo era (no mangá, é dito que ele era de universo avançadíssimo tecnologicamente, o que nos faz pensar no universo 3, do hakaishin Mosco) e como se deram os acontecimentos referentes a Goku e cia na linha espaço-temporal original.
       Por fim, Zamasu. Considerando que as versões de tal ser na  LET-3 e na LET-4 chegaram a matar Gowasu, enquanto o Zamasu da LET-6 foi apagado por Bills e o da LET-7 foi apagado pelo Bills de tal linha do tempo, após ser alertado pelo Whis da LET-6, podemos considerar que todas as versões espaço-temporais desse sujeito atentam contra a vida de seu mestre, o que nos leva ao seguinte questionamento: terá Zamasu conseguido executar o plano "Zero Humanos" nas linhas espaço-temporais original, 1 e 2? Não sabemos, mas, se a Toei Animation quiser e Akira Toriyama consentir (ou não), Zamasu ainda pode render muito pano pra manga e página pra mangá.





NOTAS

[1] Outros filmes incluíveis aqui seriam: "Garota Veneno", com Rob Schneider, e "Se eu fosse minha mãe", "Coisas de meninos e meninas", "De volta aos 18", "Vive versa", "Pon un hombre en tu vida", "Tal pai, tal filho", "Flertando com o inimigo" e até mesmo o factível "A outra face". Eu também incluo o excelente "O dublê do Diabo", que é baseado em fatos reais.

[2] Dragon Ball também já abordou essa ideia mediante os personagem Guinyu, com a sua técnica "change", e Zamasu, mediante o desejo feito ao deus-dragão Zarama.

[3] Digo "muito provavelmente" porque ainda não foi apresentado, na franquia, um nome para todo o conjunto de universos paralelos e linhas espaço-temporais de Dragon Ball, mas considero muito provável ser tais nomes por conta do jogo Dragon Ball Xenoverse, sendo que o "x" é pronunciado como "z", o que nos leva ao termo Zenoverse, onde o primeiro elemento remete ao "Rei de Tudo", ao Zen'Oh.





REFERÊNCIAS

Armando B. Martins. 10 filmes sobre troca de corpos. Publicado em: 24 Jun 2010. Disponível em: <http://listasde10.blogspot.com.br/2010/06/10-filmes-sobre-troca-de-corpos.html>

Comentários