domingo, 29 de julho de 2018

A Pequena Sereia: Ariel e suas irmãs representam os sete mares

       Como muitos, eu cresci consumindo produtos da Disney, principalmente os filmes e as histórias em quadrinhos (das quais tinha predileção pelas do Donald e do Tio Patinhas), portanto, vou experimentar falar mais frequentemente por aqui sobre uma ou outra coisa relacionada e achei que seria bom começar, no sétimo mês [1], pela teoria de que cada uma das sete filhas do Rei Tritão representa um dos sete mares. Todavia, não me limitarei a reproduzir a teoria, desenvolvendo-a "um pouco". Vamos lá!





A HISTÓRIA DA TEORIA.

       Basicamente, a teoria em questão versa que as setes filhas do rei Tritão com a sereia Athena, incluindo Ariel, correspondem aos sete mares. Segundo o que se encontra pela internet, a teoria teria surgido anos atrás, sendo que há quem diga que ela surgiu com um usuário do Tumblr e há quem diga que ela é de autoria da escritora Heather Thompson. Vou falar um pouco de cada.



Heather Thompson

       Segundo o canal Imaginago (por onde fiquei sabendo desta teoria), a teoria em questão seria antiga e de autoria da escritora Heather Thompson. Jogando o nome dela associado à teoria no Google, encontrei apenas uma menção pertencente ao artigo - de autoria dela - "Ariel & Her 'Little Mermaid' Sisters Named After Seas", para a revista M-Magazine, cujo link redireciona para a página inicial da J-Magazine. Ao que tudo indica, o antigo site deixou de existir ou foi alterado e o seu antigo conteúdo simplesmente foi excluído, já que o artigo não é encontrado mais em lugar nenhum, nem mesmo entre os artigos da autora que se encontram listados no Muck Rack.




       Todavia, é possível ver, pela prévia do "finado" artigo, que ele foi publicado na data de 02 de outubro de 2015, o que significa que a escritora não é autora da teoria, pois a mesma já era mencionada por outros sites muito antes dessa data, incluindo o site brasileiro "Sereismo", que a aborda em setembro do mesmo ano e, como muitos outros sites, atribui a autoria da teoria a um usuário não nomeado do Tumblr.




Tumblr?

       De acordo com o que a Camila Gomes informa no site "Sereismo", baseado na observação de que o conto "A pequena sereia" ou "A sereiazinha" (Den lille Havfrue), originalmente escrito por Hans Christian Andersen, também possui sete sereias e de que existiria uma teoria [2] de que cada uma delas representa um dos sete mares, um usuário (não nomeado por ela) do Tumblr teria adaptado tal teoria para as sete sereias da Disney, que atendem pelos nomes de: Attina, Alana, Adella, Aquata, Arista, Andrina e Ariel.
       Essa teoria também foi mencionada como sendo de autoria do tal usuário do Tumblr em outros sites, como o chamado "The Things" e pode ser vista na seguinte imagem, muito compartilhada pela internet:




       Pesquisando mais a fundo o assunto, principalmente porque eu nunca usei o Tumblr e me senti um pouco confuso com o diálogo em tal imagem, acabei descobrindo alguns usuários que compartilharam o post contendo o mesmo diálogo que explana a teoria. Por meio deles, é possível ver que a data da teoria gira em torno de fevereiro de 2015 (o post do "ameerkatofficial", por exemplo, é do primeiro dia de tal mês) e que, na conversa,  há vários usuários contribuindo para o tema.


Print do post no Tumblr "The Little Madam Herself".


Print do post no Tumblr "Dedalvs", datando de 06 de fevereiro de 2015.


       Enfim, segue uma tradução do conteúdo do post de Tumblr, sendo que eu coloquei o nome de cada usuário autor de comentário entre colchetes e em negrito:

[thesassylorax] Vocês sabem quanto tempo levei para descobrir que ele tem sete filhas porque existem sete mares? Décadas.
[little-bit-of-a-fixer-upper] O QUÊ (?)
[leliel-angel-of-the-night] Qual mar é a Ariel?
[crackcoffeeaddict] A porra do Mar Vermelho. Você viu o cabelo dela.
[ari-els] Attina - Mar de Bering (Bering é o mais largo, Attina é a mais velha), Alana - Mar Negro (cabelo), Adella - Mar Mediterrâneo (a personalidade é romântica), Aquata - Mar de Coral (a personalidade é tímida), Arista - Mar Branco (cabelo), Andrina - Mar do Caribe (a personalidade é despreocupada), Ariel - Mar Vermelho (cabelo)
[clubhousemouse] Oh meu Deus!
[believemeimjaynal] O QUÊ?
[ginnyshipsdrarry] A mãe dela era o Mar Morto?

       Feito isso, vamos para a teoria em si.



QUAIS SÃO OS SETE MARES?

       Como pode ser visto no post de Tumblr, a associação entre cada uma das filhas de Tritão e Athena se dá por apenas uma característica, que pode ser a personalidade, a cor do cabelo ou a idade, no caso de Attina. Porém, ainda que algumas dessas associações tenham certo sentido, elas não me parecem muito convincentes, sobretudo as que dizem respeito às cores dos cabelos e à idade.
       Mas, no que tange às associações por conta das personalidades, faz sentido associar uma personalidade despreocupada com o Mar do Caribe na medida em que a região onde o mesmo se situa é um conhecidíssimo destino de férias, enquanto a ligação de uma personalidade tímida com o Mar de Coral tem nexo por este conter a Grande Barreira de Coral, que carrega, ao mesmo tempo, uma ideia de fragilidade por conta da vida marinha que o compõe e de defesa, duas coisas também portadas pela timidez, que pode ser vista como um mecanismo de defesa e também concede certa fragilidade a quem tem.
       Agora, quanto à associação entre o Mar Mediterrâneo e uma personalidade romântica, ela provavelmente foi feita tendo por base o mais conhecido conflito armado ocorrido na região banhada por tais águas: a Guerra de Troia, cuja causa teria sido o rapto da princesa Helena, esposa do rei Menelau de Esparta, por Paris, o filho do rei Príamo de Troia.
       Porém, reitero, essas associações não me são convincentes e, na realidade, as considero falhas por um motivo bem simples: esse conjunto de mares não é nem foi aquele que é chamado de "sete mares", ainda que estes tenham tido uma constituição variável com o tempo e o espaço geográfico.
       De acordo com o artigo "What are the Seven Seas?", disponível no site do National Ocean Service do National Oceanic and Atmospheric Administration - NOAA, a literatura grega identifica os sete mares (na Antiguidade) como sendo o Egeu, o Adriático, o Mediterrâneo, o Negro, o Vermelho, o Cáspio e, ainda, o Golfo Pérsico (que era entendido como sendo um mar), enquanto a literatura europeia medieval entendia que o termo correspondia aos mares Báltico, do Norte, Atlântico, Mediterrâneo, Negro, Vermelho e da Arábia, sendo que a descoberta da América do Norte pelos europeus mudou novamente o entendimento e os sete mares passaram a ser o Ártico, o Atlântico, o Índico, o Pacífico, o Mediterrâneo, o do Caribe e o Golfo do México.



Os sete mares greco-romanos: 1 - Mediterrâneo, 2 - Adriático, 3 - Negro, 4 - Cáspio,
5 - Vermelho, 6 - Golfo Pérsico & parte do Oceano Índico, 7 - Egeu.


       Atualmente, apesar de que mar e oceano não são a mesma coisa [3] e de que os oceanos da Terra são geograficamente divididos em Atlântico, Pacífico, Índico, Ártico e Antártico (ou Sul), a expressão considera - de maneira não unânime - os oceanos como sendo os tais "sete mares" na seguinte organização: Ártico, Atlântico Norte, Atlântico Sul, Pacífico Norte, Pacífico Sul, Índico e Antártico.
       Assim, mantendo o entendimento de que cada uma das filhas do Rei Tritão realmente corresponde a um dos sete mares, quais seriam esses mares exatamente? Aqui é que entra a minha contribuição para a teoria.




Os Sete Mares da Disney.

       Então, vamos aplicar um pouco de lógica a isso tudo? Vamos!
       Para começo desta conversa, deve-se ter em mente que o motivo para que ocorra tanta variação ao longo do tempo no conjunto de mares entendidos como "os sete" é, basicamente, o desconhecimento que a humanidade possuía a respeito do planeta, o conjunto dos sete mares se adaptando conforme os povos europeus foram adquirindo mais e mais conhecimento sobre o mundo enquanto "eventualmente" expandiam-se por ele, quer com as campanhas de Alexandre O Grande, a expansão imperialista dos antigos romanos ou as Grandes Navegações.
       Todavia, no mundo fantástico onde a estória de Ariel se situa, não foi um humano que teve uma filha para cada um dos sete mares, mas sim o governante por direito divino de um reino submarino, o que nos leva aos seguintes questionamentos: qual a dimensão do reino de Tritão? Ele abrange o mundo todo ou existem outros reinos?





       É importante se atentar para essas questões porque, por uma questão de lógica, se o reino de Tritão for o único existente sob as águas marinhas e compreender o fundo de todos os oceanos da Terra, significa que podemos tranquilamente dizer que os sete mares corresponderiam aos oceanos. Por outro lado, se o reino dele não compreender toda a terra sob as águas salgadas, faz-se necessário saber qual a dimensão dele e onde exatamente ele se situa para, então, sabermos quais os corpos d'água que estariam sob a sua jurisdição, até mesmo porque poderia ser compreensível que cada princesa viesse a ter domínio sobre algum deles, portando um título correspondente, como, por exemplo, Arquiduquesa do Mar Cáspio ou Vice-Rainha [4] do Mar do Norte.
      Porém, o fato é que, considerando os materiais oficiais da Disney, o Tritão não é o único rei subaquático que existe, pois a sua filha mais velha, Attina, casou com um não nomeado príncipe de um distante reino submarino na história em quadrinhos "Casamento Subaquático" ("Underwater Wedding" no original em inglês) [5].
       Assim, a única maneira de considerarmos os oceanos como sendo os sete mares seria se Tritão governasse um deles e cada uma das suas filhas tivesse sido prometida em casamento para um príncipe de algum dos outros seis mares, com uma delas sendo a herdeira natural do seu trono. No caso, seria a primogênita, Attina, mas como ela se casou com um príncipe de um reino distante e as suas irmãs provavelmente devem ter seguido pelo mesmo caminho, a sucessão ficaria com a filha de Ariel, Melody.
       A outra possibilidade, que, a meu ver, é mais plausível, seria que o reino de Tritão corresponderia aos domínios dos antigos gregos e romanos, uma vez que ele próprio é filho do deus Poseidon (deus grego) e neto de Netuno (deus romano) e que existem outras divindades étnicas no universo Disney (vide Moana), das quais certamente há outras divindades aquáticas, que governam suas próprias porções marítimas ou legaram-nas aos seus filhos.
       Desta forma, considerando essas duas possibilidades, as filhas do Rei Tritão corresponderiam a quais mares? Tanto para um quanto para o outro caso, creio que seja necessário se considerar uma análise dos nomes das personagens. Portanto, para não me repetir quanto a isso, a seguir, deixo uma análise dos nomes das sereias e também tragos as características delas.



Conhecendo as filhas do Rei Tritão




Attina

       O primogênita de Tritão possui um nome que é uma variação do nome da mãe dela, Athena, que, por sua vez, é o mesmo da deusa grega da sabedoria. Uma curiosidade é que a deusa Athena, de origens pré-gregas (data de, pelo menos, o período minoano), se relaciona à deusa egípcia Neith, com quem tem atributos em comum (guerra e tecelagem) e um mesmo animal simbólico (a coruja). Neith, por sua vez, possui um nome que se relaciona à coroa do Baixo Egito, que era conhecida como "nt", à palavra para "tecer", que era "ntt", e à "nt", que era uma das palavras egípcias para "água".





       Quanto à princesa em si, Attina é a mais velha, tendo os cabelos vermelho-escuros e sendo descrita como mandona, apesar de que é quem acaba sendo mandada. Tem a pesquisa pela História do Mar como principal hobby e detestando quem jogam lixo nos recifes de coral. Seu maior medo é decepcionar o seu pai, enquanto a "caçarola de algas marinhas" é o seu prato favorito. Tem preferência pela cor laranja, por música clássica e pelo instrumento "harpa", sendo, ainda, um rato de biblioteca e uma escritora, além de ter um bagre chamado Fin-Fin como animal de estimação.




Alana

       Basicamente, o nome da segunda filha é a forma feminina de Alan, um nome que possui equivalentes no gaélico irlandês e no gaélico escocês (no primeiro, pode ter uma origem que significa "pequena rocha" ou outra, cujo significado seria "bela", mesmo significado da origem escocesa), bem como na língua bretã. Nesta última, o significado seria "cervo". Também há a possibilidade de que o nome seja derivado do nome do povo Alano, de origem iraniana e conhecido desde a antiguidade. Nesse caso, o nome étnico Alan deriva do antigo iraniano aryan, significando "ariano".





       Descrita pelas irmãs como sendo glamourosa, Alana tem os cabelos pretos. Seu hobby é colher flores silvestres e fazer cremes de beleza, a sua implicância sendo com os dias em que tem um cabelo ruim e o seu maior medo e vir a ter uma pele escamosa, tendo o roxo como cor favorita e o ensopado de flor de coral com baixo teor de sal como comida preferida. Adora jazz, prefere o instrumento "pandeiro" e é tímida, preferindo passar o seu tempo cuidando do seu jardim marinho. Ela também tem uma tartaruga e, na telessérie, uma amiga festeira chamada Pearl.




Adella

       A terceira filha possui um nome que tem relação com Adelaide e Adeline por conta da derivação do antigo alto germânico adal, que significa "nobre", também presente em Adalberto, por exemplo.





       Adella tem o cabelo castanho e é descrita pelas irmãs como sendo louca por rapazes, sendo que os hobbies dela são falar sobre rapazes e dançar com Sluggie, ela detestando quando Andrina tira sarro dela e temendo nunca ser beijada. Suas preferências são: a cor verde claro, sanduíches de pepino do mar, baladas românticas e violino. Nos livros, Adella é mostrada sendo superficial e tendo muitos encontros com sereianos.




Aquata

       A quarta filha não tem um nome usual, ao menos não para uma pessoa real, mais parecendo ser derivado do adjetivo aquatic (aquático), que significa "pertencente à água" e é derivado do latim aquaticus, significando "que cresce na água, que traz chuva", derivado do substantivo aqua (água). Também pode vir diretamente do latim aquata, que significa "aguado".





       Aquata também tem os cabelos castanhos e é a mais obsessiva compulsiva das filhas de Tritão, não sendo uma boa dançarina e descrita pelas irmãs como sendo difícil. Os seus hobbies são os esportes aquáticos (óbvio não?! Ou será que ela vai à superfície para praticar?) e ela detesta quando Arista pega as suas coisas. Ela tem medo de dançar em público e suas preferências são por: a cor azul bebê, margarida do mar frita, rock'n'roll e bateria.




Arista

       A quinta filha de Tritão tem um nome que pode ser visto como a forma feminina do nome grego Aristeu, ambos tendo relação com o elemento formador de palavras aristo- ("o melhor", mas também "de aristocracia"), do grego aristos, que significa "o melhor do seu tipo, o mais nobre, o mais valente, o mais virtuoso (dentre pessoas, animais, coisas)" e que originalmente significava "o mais adequado".





       Loira, Arista é descrita pelas irmãs como sendo alegre e animada. O seu maior hobby é tocar na banda e não tem algo que ela deteste, o seu maior medo sendo esquecer um ensaio e as suas preferências são: a cor vermelha, redemoinho de esponja do mar (que é como um algodão-doce), calipso e chifre, que é representado como um clarinete, que, inclusive, ela toca, assim como saxofone, ambos podendo ser chamados de "chifre".
       Agora, considerando esse gosto dela por chifres, fica quase impossível não perceber que o seu nome lembra a palavra Áries, que dá nome ao signo do zodíaco e vem do latim, significando "carneiro", que é um animal de chifres. O termo aries, em latim, apresentava algumas formas (flexão de caso gramatical) que lembram um pouco o nome da personagem, no caso: arietes (nominativo plural, acusativo plural e vocativo plural), arietis (genitivo singular), arieti (dativo singular), ariete (ablativo singular).




Andrina

       Quanto à sexta filha, ela tem um nome que parece ser derivado do grego andro- (homem, macho, masculino), um elemento formador de palavras derivado de andros, forma genitiva de aner (um homem, um macho), podendo ser tomado como feminino de Andrew, Andreas (latim), Andrés (espanhol), André, Andrea (italiano), Andreas (alemão), Anders (sueco e dinamarquês) e Andreas (grego), que equivale ao adjetivo andreios, que significa "viril, masculino, de ou para homem, forte, teimoso". Portanto, o nome Andrina (que eu diria que também possui o sufixo feminino -ine) teria o mesmo significado.





       Andrina também é o nome espanhol para o abrunho, fruto do abrunheiro (Prunus spinosa), sendo dada como origem para essa palavra o latim vulgar atrina, que significaria "enegrecido". Isso pode ser verdadeiro, uma vez que, segundo Ernesto Faria (1962. p. 113), a palavra em latim (não vulgar) para esse termo era atratus/a/um, um adjetivo que também significava "vestido de luto", enquanto o Oxford Latin Dictionary (1968, p.199) informa que seria atritus/a/um [6]. De qualquer forma, considerando certas mudanças pelas quais as palavras passam, ambas carregam semelhança com a que é apontada como origem para o nome do fruto.
       Relacionando-se a essa etimologia, outra possível origem seria como uma derivação de Adrina, uma das várias versões do nome feminino latino que significa "(mulher) proveniente da Adria", sendo esta a região referente ao Mar Adriático. Além disso, assim como todas as outras versões (Adra, Adrea, Adria, Adriana, Adrie, Adrielle e Adrienna), este nome carregaria o sentido de "escuro, negro, preto".
       Aparentando ser brincalhona, Andrina é descrita pelas irmãs como sendo espirituosa, ela tendo por hobbies fofocar, explorar e nadar com golfinhos. Detesta sereianos que não sabem receber uma piada e tem medo de ter uma vida chata, as suas preferências sendo: a cor violeta, música pop e guitarra, não tendo preferência por qualquer comida, apreciando todas.



Ariel

       A mais conhecida das filhas de Tritão possui um nome de origem hebraica e que significaria "leão de Deus", isso porque, enquanto a segunda parte do nome, o termo "el" (também presente em nomes de anjos, como Miguel e Gabriel), significa "Deus", a primeira é um derivado do termo aryay, que significa "leão" e é usado como nome masculino judaico sob as formas Ari, Arie e Aryeh. Esse nome também é uma forma de se referir a Jerusalém (mais especificamente no livro de Isaías 29:1-7) e é o nome de um espírito em "The Tempest" de William Shakespeare (mas, nesse caso, a sua origem também poderia estar numa brincadeira com o termo aerial) e de um anjo caído em "Paradise Lost" (Paraíso Perdido) de John Milton.





       De cabelos vermelhos, Ariel é a mais nova e é descrita pelas irmãs como sendo imprevisível, colecionando bugigangas por hobby, detestando regras sem sentido e tendo medo de algo que seja impossível. As suas preferências são: as cores rosa e azul, música pop e jazz, morangos e os instrumentos "violino", "flauta" e "clarinete".





Possibilidade 1:
As sereias como princesas prometidas.

       Recapitulando: dentro desta primeira possibilidade, os "sete mares" seriam os oceanos (o que faz sentido na medida em que os seres submarinos sempre teriam maior conhecimento a respeito dos corpos d'água do que os seres da superfície) e o reino de Tritão corresponderia a um deles, com seis de suas sete filhas sendo prometidas para príncipes dos outros mares e um delas sendo a herdeira do seu trono.
       No caso, o reino submarino governado por Tritão corresponderia ao Oceano Atlântico Norte, pura e simplesmente porque, de acordo com Platão em Crítias, a larga ilha que ficava a oeste das chamadas Colunas de Heracles (atual Estreito de Gibraltar) pertencia a Poseidon e foi legada por ele aos cinco pares de filhos gêmeos homens que teve com Cleito. O mais velho desses filhos era Atlas e a ele foi dado o governo legítimo de toda a ilha e do oceano, que foram batizados em sua honra como Atlantis ou Atlântida (ilha de Atlas) e Oceano Atlântico.
       Eventualmente, Atlântida acabou sendo engolida pelas águas do Atlântico e poderíamos deduzir que essa teria sido a origem do reino submarino de Tritão, isso se o universo Disney seguisse à risca as mitologias, o que ele não faz. Em tal universo, o deus Netuno é pai do deus Poseidon, que, por sua vez, é pai de Tritão, cujo reino, chamado de Atlantica, pode sim ter se originado de uma ilha submersa situada no Oceano Atlântico Norte, mas não temos certeza.
       De qualquer forma, vamos às filhas de Tritão e aos setes mares:

Attina - com um nome que é uma variação do nome da própria mãe, Athena, a primogênita de Tritão deveria herdar o seu trono. Portanto, ela corresponderia originalmente ao Oceano Atlântico Norte, muito mais por essa questão sucessória do que por ter um nome que a liga automaticamente à antiga cultura grega, de onde provém o mito de Atlântida e o nome do corpo d'água em questão, pois algumas das suas irmãs também possuem nomes gregos. Porém, o seu casamento com o príncipe de um reino distante provavelmente indica que ela tem relação com outro oceano, sendo que, devido à importância que ela dá para os recifes de coral, poderia ser tanto o Índico quanto o Pacífico [6], eu apostando que seja o Oceano Pacífico e, mais especificamente, o Pacífico Sul, pois a Grande Barreira de Coral fica em tais águas, a nordeste da Austrália. Além disso, no Pacífico Sul fica um conjunto de dois recifes de corais conhecido como Recifes Minerva, nos quais, inclusive, o milionário Michael Oliver tentou criar um micronação chamada República de Minerva nos anos de 1971 a 1972 e em 1982. Para quem não sabe, Minerva é a deusa romana da sabedoria, equivalente à deusa grega Atena.



Circulados em vermelho, os Recifes Minerva, que, atualmente, integram o reino de Tonga. 


Alana - considerando que o nome dela pode ter origem no nome de um povo oriundo de uma região nas proximidades do Mar Cáspio e de onde é o atual Irã, podemos considerar que ela represente o oceano mais próximo da região, que é o Oceano Índico. Por outro lado, levando em conta que o nome só é próprio - e não um nome étnico - em populações de origem germânica e gaélica, teríamos, então, o Oceano Atlântico e mais especificamente o chamado Atlântico Norte - o que faz sentido se considerarmos que Attina, ao se casar com o príncipe de um reino distante, passou a estar relacionada a outro oceano. Outro dado que pode corroborar Alana como representante do Atlântico Norte é o gosto dela por flores silvestres. Claro, o termo em questão costuma ser usado para se referir a flores que se encontra na superfície, mas existem flores marinhas, como as que a erva marinha "grama de tartaruga" (turtle grass, a Thalassia testudinum) produz. Essa planta é encontrada no Golfo do México e no Mar do Caribe, relacionados ao Atlântico Norte.



A região onde as "flores marinhas" são encontradas e que são mares ligados ao Atlântico Norte.


Adella - Relacionei-a ao Oceano Ártico por ele ser o mais raso e ela ser descrita como sendo superficial, porém, também é possível associá-la ao Oceano Antártico na medida em que existem dois lugares com nomes cognatos ao dela em tal região. O primeiro é uma região chamada Terra Adélia (Terre Adélie, em francês), que é um distrito das Terras Austrais e Antárticas Francesas. O segundo é a Ilha Adelaide (também Adelaida ou Belgrano).



A Terra Adélia próxima do canto inferior direito.


Aquata - Considerando que ela tem adoração por margaridas do mar fritas e que se conhece três espécies desse equinoderme da classe Concentricycloidea, sendo uma das Bahamas, outra da Nova Zelândia e outra do Pacífico Central, ela poderia estar relacionada tanto ao Atlântico Norte, quanto ao Pacífico Sul ou o Pacífico Norte. Se realmente Attina for relacionada ao Pacífico Sul e Alana ao Atlântico Norte, Aquata poderia ficar com o Pacífico Norte, até mesmo porque o Oceano Pacífico não faz jus ao nome e ela é descrita pelas irmãs como sendo difícil. Além disso, creio que também seja possível relacionar o fato de ela não ser uma boa dançarina e ter vergonha de dançar em público com as danças dos povos tribais da Oceania, que possuem um caráter mais ritualístico e restrito a eles próprios. O que mais pesaria para o lado da associação de Aquata com o Oceano Atlântico é a preferência dela pelo gênero musical rock'n'roll, nascido nos EUA, porém, por mais que o país berço do rock seja mais associado ao Atlântico, não se deve esquecer que ele também é banhado pelas águas do Pacífico na Costa Oeste.





Arista - Bem, o fato de a Arista ter predileção pelo gênero musical calipso, oriundo do Caribe, a colocaria como representante do Atlântico Norte, porém, levando em conta o gosto dela por chifres como instrumento musical, poderíamos colocá-la como ligada ao Atlântico Sul na medida em que, aparentemente, os chifres (no caso, não me refiro aos seus derivados clarinete, clarim, saxofone e afins) continuam sendo utilizados como tais em países em contato com tais águas, especialmente o Brasil com os chamados "berrantes", que são um tipo de "chifre de sopro" (blowing horn em inglês) também utilizados para o propósito de reunir o gado, enquanto outros chifres ao redor do mundo possuem outras funções culturais, como o shofar para a religião judaica. Um argumento contrário a isso é o fato de que o Porto Arista (Puerto Arista e Arist Port em espanhol e inglês respectivamente) é banhado pelas águas do Pacífico Norte.



Da linha do Equador para baixo, o Atlântico Sul.


Andrina - Achei realmente complicado associar a sexta princesa a algum oceano que não fosse o Atlântico Norte (sempre ele) por meio da relação dela com a música pop (oriunda dos EUA) e com a guitarra, ainda que as origens deste instrumento, ou melhor, do nome dele, permitam associá-la ao Oceano Índico, uma vez que o nome guitarra deriva do antigo grego kithara (de onde vem, também, o termo "cítara"), um helenismo do persa chartar - e os persas tinham e ainda têm proximidade com o Índico. Porém, o fato de ela não ter preferências alimentares, gostar de fofocar, explorar e nadar com golfinhos indicariam que ela é bastante sociável e me levam a associá-la ao Oceano do Sul ou Oceano Antártico, uma vez que a Antártida e suas águas são repartidas por diversos países, a região sendo muito explorada cientificamente. Todavia, como o Oceano Antártico me parece muito mais associável com Adella, Andrina ficaria com o Ártico por eliminação.





Ariel - Os seus cabelos são vermelho e o seu nome é de origem hebraica, sendo que um dos episódios mais famosos envolvendo o povo hebreu é justamente a sua suposta fuga a pé pelo Mar Vermelho, cuja águas haviam sido abertas por Moisés. Como o mar em questão é parte do Oceano Índico, parece-me natural associar Ariel a ele.





       Portanto, teríamos: Attina com o Pacífico Sul, Alana com o Atlântico Norte, Adella com o Antártico, Aquata com o Pacífico Norte, Arista com o Atlântico Sul (?), Andrina com o Ártico e Ariel com o Índico. Todavia, eu não acredito muito nessa possibilidade não, prefiro a segunda.




Possibilidade 2:
Tritão como rei dos domínios de Netuno e Poseidon.

       Quanto a essa segunda possibilidade, na qual Tritão governa o que seria equivalente aos domínios de Netuno e de Poseidon na Antiguidade, uma vez que, no universo Disney, eles respectivamente são o avô e o pai do rei de Atlântica. Portanto, os corpos d'água sob o domínio de Tritão poderiam ser considerados aqueles da literatura grega antiga mais o Oceano Atlântico, só que, dois desses mares listados são "mares marginais" do Mar Mediterrâneo, no caso, o Adriático e o Egeu. Se eles forem considerados como separados do Mediterrâneo, os demais mares marginais também não deveriam o ser?
       Tais mares são subdivisões do Mediterrâneo e a Organização Hidrográfica Internacional considera os seguintes corpos d'água: Estreito de Gibraltar, Mar de Alborão, Mar das Baleares, Mar da Ligúria, Mar Tirreno, Mar Jônico, Mar Adriático e Mar Egeu, totalizando - se desconsiderarmos as águas do Estreito - sete mares. Informalmente, também são consideradas outras divisões, a saber: Mar da Sardenha (parte do Mar das Baleares), Mar da Sicília, Mar da Líbia, Mar Ciliciano, Mar Levantino e, como parte do Mar Egeu, os mares da Trácia, Mirtoano, de Creta e Icário. Também seria possível incluir o Mar de Mármara e o Mar Negro.
       Porém, o Mar Mediterrâneo não é o único corpo d'água que poderia ser considerado parte dos domínios de Netuno e Poseidon, já que os domínios dos antigos gregos (incluindo sob o domínio macedônio) e dos antigos romanos chegaram a abranger: o Mar Negro, o Mar Cáspio, o Golfo Pérsico, o Oceano Índico, o Mar Vermelho e o Mar do Norte, além de águas que posteriormente seriam batizadas como Mar Celta.
       Creio que a melhor maneira de definir quais seriam os mares em questão seja por meio de uma combinação de análise do nome das personagens com a de suas personalidades e outras características. Assim, vamos lá!

Attina - Tendo um nome que é uma variação do de sua mãe, a primogênita de Tritão poderia representar todo o Mar Mediterrâneo mais oriental (i.é: a partir da região da Magna Grécia para o leste) e mais as águas correspondentes aos domínios do Império de Alexandre O Grande, como o Mar Negro, o Mar Cáspio, o Mar Vermelho e parte do Oceano Índico, incluindo o Golfo Pérsico. Todavia, creio que o mais provável seja que ela represente apenas uma parcela disso, mais especificamente os mares Jônico e Egeu, mais emblemáticos aos antigos gregos.



Aqui é possível ver o Mar Egeu a leste e o Jônico a oeste.


Alana - Dada a origem do povo alano, cujo nome, como já foi dito, é uma das mais prováveis fontes dos nomes próprios Alan e Alana, esta filha de Tritão representaria aqui ou o Golfo Pérsico ou Oceano Índico ou mesmo o Mar Cáspio, sendo que poderia perfeitamente representar simultaneamente os dois primeiros, uma vez que o primeiro é parte do segundo.



Os domínios de Alexandre O Grande alcançaram o Oceano Índico, incluindo o Golfo Pérsico.
Os alanos eram oriundos da região do Irã (Pérsia), em contato com tais águas, tanto que o golfo leva um nome que remete à Pérsia, nome pelo qual o Irã sempre foi conhecido no Ocidente.


Adella - Nessa possibilidade, ela representaria o Atlântico Norte por causa da vila de Adelaide, situada na ilha de New Providence, nas Bahamas. O nome da vila foi uma homenagem à Rainha viúva de William IV, Adelaide. Além disso, Adella é dita como superficial e uma das explicações para a origem do nome das Bahamas é que ele viria do espanhol baja mar, que significa "mar baixo" e seria uma referência às águas rasas da região. Na verdade, a sua representação poderia se estender a todo o Oceano Atlântico se considerarmos o significado do nome dela como uma indicação de que ela venha a se tornar a herdeira do trono de Atlântica (com o seu marido muito provavelmente vindo a ser um príncipe consorte).



A ilha de New Providence nas Bahamas, com Adelaide a sudoeste.


Aquata - Dada a origem do seu nome, esta princesa poderia ser representante do Mar Mediterrâneo em si, tal como era entendido na Antiguidade, isto é, excluindo-se o Adriático, o Jônico, o Egeu e o Levantino, entre outras divisões mais a leste. Portanto, representaria a porção desse corpo d'água que seria constituída pelos mares mais a oeste, ou seja, os Mares de Alborão, das Baleares (e da Sardenha), Tirreno, da Ligúria, da Sicília, mais as águas do Estreito de Gibraltar e afins.



No caso, Aquata representaria o Mediterrâneo em si, excluindo-se as partes correspondentes aos mares Adriático (Andrina), Jônico e Egeu (Attina) e Levantino (Ariel).


Arista - A quinta filha de Tritão poderia ser associada ao Pacífico Norte por conta do Porto de Arista, na costa sudoeste do México. Por mais que tais águas não tenham sido domínio de Netuno e Poseidon, por assim dizer, elas possuem um contato facilitado com as águas do Atlântico por meio do Canal do Panamá. Porém, devido ao gosto dela pelo gênero musical calipso, eu creio que seria melhora associá-la ao Mar do Caribe - ainda que seja por meio dele que haja uma ligação com o Pacífico.



O Mar do Caribe.


Andrina - De acordo com o que já foi explicado sobre a etimologia do nome da sexta filha de Tritão, ela poderia representar o Mar Negro, já que seu nome é cognato do nome espanhol do abrunho, derivando do latim vulgar atrina, relacionado a atritus/a/um, que significa "enegrecido, escurecido" e derivada do latim ater, isto é, "preto". Por outro lado, ela poderia representar o Mar da Irlanda, que fica entre a Grã-Bretanha e a Irlanda, sendo também chamado de Mar de Manx por conta da Ilha de Man, que fica nele. Essa representação, no caso, se daria porque o nome alternativo do mar é homógrafo do inglês para "homem" (i.é: man), ainda que muito provavelmente seu significado seja algo como "à barreira d'água" por relacionar-se ao gaélico Mannanan. Todavia, ela também pode representar o Mar Adriático, uma vez que seu nome pode ser uma variação de Adrina, que significa "(mulher) proveniente da Adria (região do mar em questão)". Particularmente, eu prefiro pensar que ela representa o Mar Adriático.





Ariel - O Mar Vermelho seria o corpo d'água representado por Ariel devido tanto à cor do seu cabelo (ainda que tal mar não seja realmente vermelho), quanto à etimologia do seu nome, que se relaciona com o povo hebreu, para o qual tais águas possuem a sua importância devido à fuga do Egito. A sua representação poderia, ainda, abranger o Mar Levantino, porque o mesmo banha uma região historicamente associada aos hebreus e se liga ao Mar Vermelho pelo Canal de Suez.



À esquerda e traçado em vermelho, o Mar Levantino; à direita, o Mar Vermelho.


       Portanto, de acordo com essa possibilidade, temos: Attina com os mares Jônico e Egeu; Alana com o Oceano Índico, sobretudo o Golfo Pérsico; Adella com o Oceano Atlântico em si; Aquata com a maior parte do Mediterrâneo; Arista com o Mar do Caribe; Andrina com o Mar Adriático; e Ariel com os mares Levantino e Vermelho.




CONCLUINDO

       É perfeitamente possível que as sete filhas de Tritão, Rei de Atlântica, representem sete mares, mas é mais provável que elas representem sete corpos d'água associados ao Oceano Atlântico, que é onde se localiza o reino do qual elas são princesas. No caso, esses corpos d'água salgada seriam:


  1. Os mares Jônico e Egeu (Attina);
  2. O Golfo Pérsico (Alana);
  3. A maior parte do Oceano Atlântico (Adella);
  4. A maior parte do Mar Mediterrâneo (Aquata);
  5. O Mar do Caribe (Arista);
  6. O Mar Adriático (Andrina);
  7. Os mares Levantino e Vermelho (Ariel).


       Claro, isso de acordo com a minha análise.





NOTAS

[1] Lembrando, ainda, que o mês de julho é astrologicamente regido pelo signo aquático de Câncer (um caranguejo) até o dia 22, ou seja, é um mês pra lá de apropriado para abordar o assunto - ainda que este post saia após ele.

[2] Eu não encontrei (ainda) essa teoria ou entendimento relacionado ao conto de Andersen.

[3] Basicamente, os mares são menores que os oceanos e costumam se localizar onde o oceano e a terra se encontram. Além disso, são tipicamente fechados parcialmente por terra.

[4] Nas monarquias ibéricas, os vice-reis eram governantes de alguns territórios (colônias, províncias) afastados da metrópole.

[5] Você pode ler essa estória aqui: página 1, página 2, página 3, página 4 e página 5.

[6] O mesmo dicionário informa que a palavra seria formada por ater + itus, sendo que Douglas Harper informa que o latim ater (preto) é derivado da raiz indo-europeia *ater-, que também originou o persa atar (preto) e o latim atrox (assustador). No caso, a ideia por traz de ater e atrox seria, respectivamente, a de algo que foi escurecido pelo fogo e de algo que é de aparência ardente ou ameaçadora (como o fogo).





REFERÊNCIAS

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Camila Gomes. As filhas de Tritão. Publicado em: 08 Set 2015. Disponível em: <http://sereismo.com/2015/09/08/as-filhas-de-tritao/>.

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Cristian Klunk. O segredo das flores marinhas. Publicado em: 09 Jan 2017. Disponível em: <http://www.sporum.com.br/2017/01/o-segredo-das-flores-marinhas.html>.

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